ICP psicóloga autônoma
Dor: Pix com chave CPF vaza identidade no comprovante do paciente e no extrato da profissional. Promessa da landing (“CPF e nome não aparecem”) só fecha com intermediação. Blog já admite que EVP ainda mostra o nome.
Dossiê · 4 out 2026 · clientes/Segure Pix × gestaobem/pay_core
Segure Pix não é o Pay Core. Chave aleatória não apaga o nome. Esconder o CPF da psicóloga no comprovante exige que outra pessoa jurídica seja o recebedor SPI.
Landing · sem produto transacional01 · Dois produtos
O repositório em clientes/Segure Pix é landing Next + blog MDX + waitlist. FAQ admite: não há produto pronto, nem integração ativa com Receita Saúde ou PSP. Pay Core é o plano de controle de cobrança pessoal (Phoenix/Elixir, Asaas): catálogo, checkout, webhook HMAC. Non-goals do design: multi-produtor, marketplace, afiliados, split.
Dor: Pix com chave CPF vaza identidade no comprovante do paciente e no extrato da profissional. Promessa da landing (“CPF e nome não aparecem”) só fecha com intermediação. Blog já admite que EVP ainda mostra o nome.
Asaas é o dinheiro. O comprovante mostra o KYC dessa conta. Colocar Segure Pix em cima, hoje, mostra o dono do Pay Core — ou a psicóloga, se ela for a conta. Não esconde ninguém.
Três arranjos honestos: (1) o mesmo produto = o pitch mente; (2) Segure Pix como pele vertical do Pay Core só se o Pay Core virar multi-merchant/subcontas; (3) módulo da Gestão Bem usando Pay Core — o mais coerente, e ainda sem o “Pix privado”.
02 · O que o Bacen manda mostrar
Requisitos Mínimos de UX do Pix, item 7.4: a seleção da chave devolve nome completo, CPF mascarado no formato ***.777.888-** (ou CNPJ) e a chave, além do valor. O comprovante lista nome, CPF mascarado ou não / CNPJ e o PSP dos dois lados. Em 2025 o regulador tirou a palavra “oculto” do “CPF mascarado” e proibiu mascarar a chave no retorno do DICT.
| Tipo de chave | O que some | O que continua |
|---|---|---|
| CPF | Nada útil | CPF inteiro, nome, banco |
| Celular / e-mail | — | O contato + nome + CPF mascarado |
| Aleatória (EVP) | Telefone, e-mail, CPF-como-chave; agência/conta no fluxo por chave | Nome completo, CPF mascarado, PSP |
| CNPJ da MEI/clínica | CPF pessoal como chave | Razão social (quase sempre o nome) + CNPJ |
Nome no DICT tem de bater com a Receita. Asaas: comprovante PF = nome civil; PJ = nome fantasia, e MEI não tem mais fantasia — cai razão social.
03 · Dois vazamentos
EVP trata só o primeiro, e pela metade. O produto “sigilo de consultório” precisa dos dois.
| Quem vê | O quê | EVP na conta PF | Plataforma CNPJ |
|---|---|---|---|
| Paciente no comprovante | Nome + CPF da profissional | Sim | Vê a PJ |
| Extrato pessoal / conta conjunta | Nome do paciente + “consulta psicologia” | Sim | Some se o crédito vier da plataforma, sem descrição clínica |
| Banco / Bacen / Receita | Identidade dos dois | Sim | Sim |
04 · Três arranjos
CRP, CFM e ANVISA não autorizam Pix. CVM não entra. A pergunta é só: o Segure Pix é software, tomadora de BaaS, ou recebedor SPI.
Ela cola a EVP ou conecta o certificado Pix do banco. O app gera QR por sessão, concilia, rascunha recibo. O crédito cai na conta dela.
Sem licença BacenCNPJ de softwareComprovante ainda mostra ela
Asaas, Celcoin, Efí. Cada psicóloga é conta filha. Segure Pix é entidade tomadora de BaaS. A IP entra no SPI. Resolução Conjunta 16/2025: a IP tem de aparecer em termos, site e instrumentos de pagamento. White-label que esconde o Asaas acabou (adequação até 31/12/2026). Um BaaS por tipo de serviço.
Licença da IPKYC da profissional pela IPComprovante = nome da subconta
Paciente paga a PJ da plataforma. Payout depois. Dinheiro de terceiro passou por você: serviço de pagamento. Resolução BCB 494/2025 — autorização ao Bacen antes de começar. Capital, COSIF, PLD, diretor, adesão ao Pix. Anos, não sprint. Atalho: a IP é o recebedor e faz o split; o comprovante mostra a empresa + o PSP. “Gestor de pagamentos” no Pix ainda está sendo escrito (JOTA, jul/2026).
Licença própria se o saldo ficar com vocêPaciente vê a PJ
05 · Permissão
Software que aponta para a chave da profissional: nenhuma autorização. Conta filha + contrato de BaaS com uma IP, IP identificada: a licença é dela. Receber na sua conta e repassar no sábado: isso é o caminho que a 494 fechou.
recebedor SPI = quem o comprovante nomeia
se recebedor SPI ≠ profissional → intermediação
se o saldo estaciona em você → instituição de pagamento
| Órgão | Quando entra |
|---|---|
| Bacen · IP / Pix | Arranjo 3, ou se você iniciar Pix/Open Finance como ITP. Iniciador sempre pede autorização, independentemente de volume. |
| Bacen · BaaS 16/2025 + Pix 269/293 | Arranjo 2: transparência da IP, KYC/PLD na IP, um prestador por tipo de conta. |
| CVM | Não entra. Não é valor mobiliário. |
| CRP / CFP / CFM | Não licenciam pagamento. Código de ética cobre sigilo do paciente — o produto ajuda no 2/3; no 1, só se o problema for o extrato da profissional. |
| Receita Saúde | O recibo continua sendo da profissional. Integração é fase 2. Tensão: recibo fiscal identifica o paciente; o Pix “privado” tenta escondê-lo no extrato. |
06 · Para funcionar na terça
Pay Core cobre o arranjo 1 para um recebedor. Segure Pix precisa de N recebedores. Ou o Pay Core vira multi-merchant (o contrário do spec), ou o Segure Pix fala com a IP e o Pay Core fica de fora.
07 · Fontes